{"id":32731,"date":"2021-10-19T16:11:33","date_gmt":"2021-10-19T16:11:33","guid":{"rendered":"https:\/\/kyvo.global\/br\/?p=32731"},"modified":"2021-11-30T16:01:01","modified_gmt":"2021-11-30T16:01:01","slug":"corporate-venture","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kyvo.global\/br\/insights\/corporate-venture","title":{"rendered":"A maturidade do mercado de Corporate Venture"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Em meados de 2010, as corpora\u00e7\u00f5es iniciaram seus investimentos em inova\u00e7\u00e3o aberta com startups por meio de patroc\u00ednio de programas promovidos por aceleradoras tradicionais. Como os programas tinham a troca de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">equity<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> entre as startups e as aceleradoras, o m\u00e9todo de trabalho tinha foco principal no crescimento do neg\u00f3cio da pr\u00f3pria startup e menos no envolvimento do corpo de executivos da corpora\u00e7\u00e3o.<\/span><i><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em 2016, <strong>a Kyvo criou um modelo de inova\u00e7\u00e3o aberta mais compartilhada, inspirado no modelo de aceleradora corporativa do Vale do Sil\u00edcio.<\/strong> A principal proposta \u00e9 n\u00e3o ter a troca de equity entre as startups do programa e a corpora\u00e7\u00e3o patrocinadora. O objetivo era atrair startups mais maduras e com foco distribu\u00eddo entre os interesses comuns das duas partes. Deu certo. J\u00e1 em 2017 a Visa do Brasil topou iniciar seu programa neste formato. As m\u00e9tricas de sucesso eram tanto o n\u00famero de provas de conceito entre as partes, quanto os n\u00fameros de crescimento da startup. Para assegurar maior qualidade no desenvolvimento desses neg\u00f3cios, a Kyvo aportou sua metodologia de consultoria guiada pelo design como estrutura principal na condu\u00e7\u00e3o do programa.<\/span><i><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Paralelamente a esse movimento, <strong>vimos crescer o n\u00famero de hubs de inova\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; outro importante modelo de inova\u00e7\u00e3o aberta, no qual diversas empresas de segmentos diferentes e startups compartilham espa\u00e7os comuns.\u00a0 Assim, este se tornou um outro ponto de contato das corpora\u00e7\u00f5es com potenciais startups, seja no contato de corredor, ou em eventos de networking, ou at\u00e9 em eventos espec\u00edficos patrocinados, como Community Days, Speed Datings e Pitch Nights segmentados por vertical de neg\u00f3cio.<\/span><i><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Recentemente, tem sido explorado o modelo de programas de inova\u00e7\u00e3o aberta mais objetivo e enxuto, por meio de campanhas ou desafios, com foco na busca de startups para serem fornecedoras de solu\u00e7\u00f5es. Para que funcione, \u00e9 preciso que as startups sejam muito bem estruturadas e consigam rapidamente demonstrar, por meio de Projetos Pilotos, sua capacidade de corresponder \u00e0 demanda da companhia. O risco aqui \u00e9 quando a companhia cai na velha cultura do setor de Compras e Suprimentos de buscar sempre o mais r\u00e1pido e barato, ocasionando um potencial risco de n\u00e3o se dedicar para que ocorra uma real inova\u00e7\u00e3o aberta.<\/span><i><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Existe ainda uma clara tend\u00eancia do mercado de criar tamb\u00e9m um canal de capta\u00e7\u00e3o de startups aberto e cont\u00ednuo. Empresas como Telef\u00f4nica\/Vivo, Ra\u00edzen e TOTVS usam esse recurso. Contudo, ter um canal aberto n\u00e3o necessariamente facilita o relacionamento com startups. \u00c9 preciso fazer uma boa gest\u00e3o de todo o processo desde o ponto de entrada at\u00e9 o desenvolvimento de neg\u00f3cios. Foi natural, portanto, que algumas empresas redesenhassem seus processos internos para criar uma governan\u00e7a de inova\u00e7\u00e3o aberta \/ corporate venture e usufruir melhor deste formato.<\/span><\/p>\n<h1><strong>Gest\u00e3o e relacionamento com startups<\/strong><i><\/i><\/h1>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Independentemente de todo esse movimento de automatiza\u00e7\u00e3o de funil &#8211; sobre quais startups podem ser identificadas como potenciais oportunidades para as corpora\u00e7\u00f5es, o trabalho de desenvolvimento dessas oportunidades em neg\u00f3cios efetivos continua existindo. Afinal, uma vez que se come\u00e7a o relacionamento colaborativo e criativo entre as partes, inicia-se imediatamente a complexidade comum ao ambiente inovativo: as diverg\u00eancias de entendimento e expectativas, as necessidades de articula\u00e7\u00e3o interna das \u00e1reas e unidades de neg\u00f3cio, o encontro de propostas de valor e disponibilidade para execu\u00e7\u00e3o \u00e1gil e focada\u2026 neste ponto, <strong>a figura de mediadores e facilitadores \u00e9 primordial, seja em <\/strong><\/span><strong><i>bootcamps<\/i> imersivos, sess\u00f5es co-criativas distribu\u00eddas ao longo de um cronograma, comit\u00eas avaliativos e na articula\u00e7\u00e3o dos <i>outcomes<\/i><\/strong><span style=\"font-weight: 400\"><strong> de reuni\u00f5es entre executivos e empreendedores.<\/strong> Assim, o papel de facilita\u00e7\u00e3o deste processo se torna essencial na manuten\u00e7\u00e3o desse relacionamento.<\/span><i><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No caso da Wayra, a aceleradora da Telef\u00f4nica\/Vivo, cada startup selecionada passa por um programa individual de 12 meses de mentorias por meio de quatro comit\u00eas (simulando um board do neg\u00f3cio): um de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">kick-off<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, dois de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">follow up<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> e o \u00faltimo de fechamento. Os KPIs s\u00e3o combinados no come\u00e7o e acompanhados ao longo do ano. Para servir como uma ponte da startup com a companhia e apoiar no desenvolvimento dos neg\u00f3cios, designam um profissional especializado em design como um mentor do processo. Acredito nesse apoio &#8211; de um profissional dedicado e com uma vis\u00e3o aprofundada na metodologia do design &#8211; como ponto-chave para a sustenta\u00e7\u00e3o e melhor aproveitamento das intera\u00e7\u00f5es dos participantes e para o sucesso de um programa de acelera\u00e7\u00e3o.<\/span><i><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Vimos o mercado de corporate venturing se desenvolver e se diversificar bastante na \u00faltima d\u00e9cada. S\u00e3o muitos modelos e maneiras diferentes de ativar inova\u00e7\u00e3o considerando dois grandes e importantes universos &#8211; startups e corpora\u00e7\u00f5es. O segredo do jogo agora \u00e9 investir na gest\u00e3o desse relacionamento. <strong>A tend\u00eancia de maturidade de corporate venture com startups n<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400\"><strong>\u00e3o \u00e9 mais sobre novos modelos de acelera\u00e7\u00e3o, mas sobre novos modelos de relacionamento.<\/strong><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><i>_______________________________<\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">*<\/span><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/lessak\/?originalSubdomain=br\">Lessak<\/a> tem especializa\u00e7\u00f5es em Human-Centered Design e Neuroci\u00eancias da Aprendizagem. \u00c9 co-fundador e designer estrategista na Kyvo. Al\u00e9m de mediar um grupo de estudos independente sobre <a href=\"https:\/\/kyvo.global\/br\/insights\/a-criatividade-que-existe-em-cada-um-de-nos\">Neuroci\u00eancias &amp; Criatividade<\/a>, tamb\u00e9m est\u00e1 envolvido ativamente na lideran\u00e7a de iniciativas locais de fomento ao ecossistema de inova\u00e7\u00e3o (Service Design Network, World Creativity Day e Global Service Jam).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meados de 2010, as corpora\u00e7\u00f5es iniciaram seus investimentos em inova\u00e7\u00e3o aberta com startups por meio de patroc\u00ednio de programas promovidos por aceleradoras tradicionais. 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