{"id":31558,"date":"2018-05-03T10:49:31","date_gmt":"2018-05-03T10:49:31","guid":{"rendered":"https:\/\/kyvo.global\/br\/?p=31558"},"modified":"2018-06-04T01:56:40","modified_gmt":"2018-06-04T01:56:40","slug":"a-kyvo-nasceu-como-consultoria-de-inovacao-virou-e-mexeu-ate-se-tornar-aceleradora-e-chegar-a-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/kyvo.global\/br\/noticias\/a-kyvo-nasceu-como-consultoria-de-inovacao-virou-e-mexeu-ate-se-tornar-aceleradora-e-chegar-a-europa","title":{"rendered":"A Kyvo nasceu como consultoria de inova\u00e7\u00e3o, virou e mexeu at\u00e9 se tornar aceleradora e chegar \u00e0 Europa"},"content":{"rendered":"<p>O nome\u00a0<a href=\"https:\/\/kyvo.global\/br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kyvo<\/a>\u00a0(adapta\u00e7\u00e3o do tupi-guarani\u00a0<em>kyw\u00f5<\/em>, que significa \u201cdo lado de c\u00e1\u201d) foi escolhido para representar a multiculturalidade e a pegada multidisciplinar que os fundadores queriam dar \u00e0 consultoria de inova\u00e7\u00e3o focada em design de servi\u00e7os fundada em 2015, em Curitiba, com um bra\u00e7o em S\u00e3o Paulo. No in\u00edcio, com o investimento de 100 mil reais, os tr\u00eas s\u00f3cios \u2013 o cientista da computa\u00e7\u00e3o paraense Hilton Menezes, 43, o \u00fanico que morava em S\u00e3o Paulo, o paranaense Israel Lessak, 27, especialista em design centrado no usu\u00e1rio, e o baiano Vitor Perez, 31, designer especializado em gamifica\u00e7\u00e3o \u2013 faziam tudo sozinhos. O conceito era o de butique: trabalho personalizado de\u00a0<a href=\"https:\/\/medium.com\/design-servi%C3%A7o\/metadesign-e-complexidade-por-caio-vass%C3%A3o-livework-entrevista-2aecde911c11\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">metadesign<\/a>\u00a0(ou design de servi\u00e7o, uma abordagem para criar m\u00e9todos) para construir solu\u00e7\u00f5es inovadoras junto com os clientes.<\/p>\n<p>Atualmente, a Kyvo tem dois neg\u00f3cios com times distintos: uma consultoria de\u00a0<em>service design<\/em>, que coloca o usu\u00e1rio no centro de tudo, e uma aceleradora corporativa. Al\u00e9m deles, duas outras frentes est\u00e3o em fase avan\u00e7ada de estrutura\u00e7\u00e3o: transforma\u00e7\u00e3o digital e inova\u00e7\u00e3o organizacional, esta voltada para o RH. Em 2017, essas iniciativas levaram o neg\u00f3cio a um crescimento de 300%. Este ano, a previs\u00e3o \u00e9 crescer entre 60 e 100%. Outra boa m\u00e9trica de sucesso, segundo os s\u00f3cios, \u00e9 que, entre o time de 25 pessoas (todas recebem b\u00f4nus), quatro profissionais assinaram contrato de\u00a0<em>vesting<\/em>\u00a0(que d\u00e1 direito de adquirir participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria na empresa).<\/p>\n<p>Os fundadores constru\u00edram a marca Kyvo ao longo de tr\u00eas anos. Foram 100 projetos para clientes como\u00a0Mapfre, BRF, Google e Ra\u00edzen. A equipe aumentou, a sede da opera\u00e7\u00e3o foi transferida para S\u00e3o Paulo e unidades de neg\u00f3cio foram estruturadas com parceiros no Rio de Janeiro, Vit\u00f3ria, Curitiba, Florian\u00f3polis e Bel\u00e9m. Para poder se tornar uma\u00a0<a href=\"https:\/\/projetodraft.com\/verbete-draft-o-que-e-aceleradora\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aceleradora<\/a>\u00a0de startups, eles firmaram, em 2016, um acordo de representa\u00e7\u00e3o exclusiva com o\u00a0<a href=\"http:\/\/gsvlabs.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">GSV Labs<\/a>, no Vale do Sil\u00edcio. E, em fevereiro deste ano, um escrit\u00f3rio foi aberto em Lisboa, em sociedade com o luso-brasileiro Mauro Bastos, com o objetivo de gerar projetos de transforma\u00e7\u00e3o digital Europa afora. Tudo isso, curiosamente, sem nunca ter captado investimento: quando precisaram se capitalizar, os fundadores preferiram recorrer a empr\u00e9stimos banc\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>EVANGELIZAR E FAZER DE GRA\u00c7A, AT\u00c9 O MERCADO ENTENDER O PRODUTO<\/strong><\/p>\n<p>Hilton, CEO apenas fora da empresa (ele conta que, dentro da consultoria, eles n\u00e3o usam cargos), diz que al\u00e9m de j\u00e1 nascerem sob o conceito de organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-hier\u00e1rquica e org\u00e2nica, eles sempre quiseram se internacionalizar. \u201cA gente pensa grande, mas come\u00e7ou pequeno. Primeiro, estabelecemos um nome. Depois, discutimos prop\u00f3sito e qual seria nosso posicionamento no mercado brasileiro. Percebemos que, \u00e0 \u00e9poca, as empresas que entenderiam o que n\u00f3s ofert\u00e1vamos como valor eram grandes corpora\u00e7\u00f5es, com faturamento acima de 50 milh\u00f5es de reais. Isso porque, elas j\u00e1 entendiam o processo do design como algo relevante para a vida delas.\u201d<\/p>\n<p>Mesmo elencando como cliente-alvo organiza\u00e7\u00f5es maduras, os \u201ckyvers\u201d, como eles se autodenominam, entendiam que ainda era preciso evangelizar e divulgar o\u00a0<em>service design<\/em>.<\/p>\n<p>Montaram, ent\u00e3o, um conjunto de palestras e workshops sobre a metodologia de design de servi\u00e7o centrado no ser humano e ofereciam aos potenciais clientes gratuitamente.<\/p>\n<p>Do lado dos consumidores, parece \u00f3bvio que se deva criar neg\u00f3cios com foco nas pessoas. Mas segundo os s\u00f3cios, como as empresas, em geral, s\u00e3o focadas em produtos, \u00e9 muito comum esquecerem disso na equa\u00e7\u00e3o. Eles afirmam que, no modelo industrial, na esteira de produ\u00e7\u00e3o leva-se em conta a entrada de insumos e as etapas. O cliente s\u00f3 entra ao final do processo. Entretanto, dizem que quando se fala de algo intang\u00edvel como servi\u00e7o, o cliente deve participar de todo o processo, inclusive da constru\u00e7\u00e3o. Mas at\u00e9 hoje, isso ainda n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o claro, como fala Hilton:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTem muita gente com cabe\u00e7a de produto querendo inovar. E a gente fala que uma seguradora n\u00e3o vende produto, banco n\u00e3o vende produto: vendem servi\u00e7o \u2014 e isso muda tudo\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Assim, os s\u00f3cios descobriram um diferencial: agir de modo contr\u00e1rio \u00e0s empresas acostumadas a vender consultoria de produto, que simplesmente adaptavam o discurso para vender servi\u00e7os. \u201cQuando se pensa em produto, a inova\u00e7\u00e3o nunca est\u00e1 voltada a partir da necessidade da pessoa. Est\u00e1 relacionada ao n\u00edvel operacional, com otimiza\u00e7\u00e3o, performance, redu\u00e7\u00e3o de custo e, n\u00e3o necessariamente, aplicada \u00e0 estrat\u00e9gia de neg\u00f3cio\u201d, diz Israel, que exerce as fun\u00e7\u00f5es de CDO \u2013 Chief Design Officer. Estava a\u00ed mais um ponto a ser trabalhado.<\/p>\n<p><strong>INVERTER O JOGO PARA SUBIR A R\u00c9GUA<\/strong><\/p>\n<p>A proposta da Kyvo passava pela premissa de discutir inova\u00e7\u00e3o em n\u00edvel estrat\u00e9gico e pensar de maneira mais sist\u00eamica. Logo no primeiro ano, os s\u00f3cios perceberam que isso dependia do est\u00e1gio de matura\u00e7\u00e3o do contratante. Assim, para preservarem as entregas, os fundadores come\u00e7aram a balizar o grau de maturidade dos clientes. Continuavam a provoca-los para que entendessem que podiam subir o n\u00edvel de percep\u00e7\u00e3o, mas tomando o cuidado para que, ao final do trabalho, eles vissem valor no que era feito.<\/p>\n<p>\u201cA gente leva Human Centered Design t\u00e3o a s\u00e9rio que fazemos isso com os nossos clientes. Colocamos eles no centro e discutimos qual deve ser o melhor formato para entregarmos algo de valor. Ent\u00e3o, usando o mesmo conceito de design, a gente muda e adapta nossos m\u00e9todo e entrega\u201d, diz Vitor, COO da Kyvo.<\/p>\n<p>Em termos financeiros, essa atitude passou a evitar situa\u00e7\u00f5es em que o resultado para a empresa fosse desfavor\u00e1vel. Hilton lembra que em v\u00e1rios projetos, eles foram contratados por uma \u00e1rea com grau de maturidade alto. Foram executar em outra, com grau de maturidade menor e, por isso, tiveram um esfor\u00e7o maior de horas de trabalho, que inicialmente n\u00e3o haviam sido pensadas. Nem por isso, a Kyvo deixou de atuar com projetos setorizados, nascidos em uma s\u00f3 \u00e1rea, mas o time passou a focar esfor\u00e7os nos n\u00edveis superiores da hierarquia, o chamado C level, porque tinham objetivo de fazer projetos mais duradouros.<\/p>\n<p>Um ponto de inflex\u00e3o significativo para o neg\u00f3cio foi quando os \u201ckyvers\u201d perceberam que oferecer projetos n\u00e3o era t\u00e3o efetivo e passaram a criar modelos mais longos de trabalho, por mais que o mercado n\u00e3o os consumisse ainda. Hilton fala a respeito:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cPara termos relacionamentos mais longos com as companhias, prop\u00fanhamos contratos mais abertos e menos estruturados\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Ele exemplifica essa maneira de atuar na pr\u00e1tica: \u201cEspalh\u00e1vamos o equivalente a tr\u00eas meses de trabalho em horas de servi\u00e7o prestadas durante o per\u00edodo de seis meses\u201d. Dessa forma, come\u00e7aram a ter contato com outros p\u00fablicos das companhias, mesmo quando isso n\u00e3o era parte do escopo. O termo \u201cprograma de inova\u00e7\u00e3o\u201d foi, aos poucos, ganhando espa\u00e7o dentro e fora da Kyvo.<\/p>\n<p>Essa aproxima\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m abriu oportunidades para imers\u00e3o nas empresas-clientes, gerou percep\u00e7\u00f5es culturais mais apuradas, possibilitou montagem de pesquisas dentro das corpora\u00e7\u00f5es e a detec\u00e7\u00e3o de outros problemas organizacionais que, antes, n\u00e3o estavam aparentes.<\/p>\n<p>Um dos \u201ccausos\u201d de Hilton exemplifica bem isso. \u201cMuitas empresas nos chamam e dizem: \u2018Voc\u00eas projetam servi\u00e7os inovadores. Quero impactar meus clientes, ent\u00e3o, preciso de um projeto daqui para fora da estrutura organizacional\u2019. A gente sempre pergunta em tom provocador: \u2018E os servi\u00e7os daqui para dentro? Onde est\u00e1 o desenho do seu servi\u00e7o de marketing? E o desenho do seu servi\u00e7o comercial? Qual \u00e9 a primeira \u00e1rea que entrega valor para fora de sua empresa, \u00e9 a de canais digitais? E quais s\u00e3o as \u00e1reas que suportam canais digitais? \u00c9 nesse movimento que mostramos relev\u00e2ncia.\u201d<\/p>\n<p><strong>COMO PRECIFICAR UM SERVI\u00c7O INOVADOR FORA DO EIXO RIO-S\u00c3O PAULO?<\/strong><\/p>\n<p>Conforme o trabalho da Kyvo come\u00e7ou a se expandir e ser notado, Hilton conta que muita gente \u2013 profissionais independentes e empresas \u2013 passou a procur\u00e1-los para a forma\u00e7\u00e3o de parcerias. \u201cA nossa mentalidade de colabora\u00e7\u00e3o era um neg\u00f3cio tamb\u00e9m. Percebemos que pod\u00edamos crescer com um formato do tipo \u2018<em>powered by Kyvo<\/em>\u2019, quer dizer, potencializado pela gente.\u201d Hoje, esses profissionais que se aproximaram vendem a marca Kyvo, mas tamb\u00e9m t\u00eam a pr\u00f3pria presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o local. E nos projetos em que a \u201cmatriz\u201d precisa de mais m\u00e3os, eles s\u00e3o chamados.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica para expans\u00e3o em territ\u00f3rio nacional era a mesma de sempre: o trabalho de evangeliza\u00e7\u00e3o. A primeira coisa que faziam ao fechar contrato com um\u00a0<em>business developer<\/em>\u00a0local era um evento em um lugar de destaque, com bons palestrantes, para garantir que o novo p\u00fablico entendesse quem eles eram e o que ofereciam. Funcionou e, logo, surgiu a dificuldade de precifica\u00e7\u00e3o, como conta o CEO:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cQuer\u00edamos ter um \u00fanico pre\u00e7o. Ent\u00e3o, tivemos de pensar em formatos de oferta que nos permitissem ir para longe dos grandes centros sem canibalizar nosso pre\u00e7o\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>E prossegue: \u201cPassamos a modularizar as entregas em um timeline mais comprido, com folga para pagar\u201d. Em resumo, o formato de trabalho varia de acordo com a maturidade do cliente, mas o pre\u00e7o \u00e9 um s\u00f3.<\/p>\n<p><strong>MUDAN\u00c7AS PARA ATRAIR AS STARTUPS<\/strong><\/p>\n<p>Os fundadores da Kyvo sempre quiseram colocar o conhecimento e bagagem que tinham \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de startups e n\u00e3o s\u00f3 como mentores. \u201cS\u00f3 que as startups n\u00e3o tinham grana. E quando tinham, usavam para pagar a opera\u00e7\u00e3o e n\u00e3o para planejar e estruturar a estrat\u00e9gia e o design do servi\u00e7o\u201d, conta Israel.<\/p>\n<p>Depois de levar um \u201cchega pra l\u00e1\u201d de um grande cliente \u2013 com quem trabalharam na modelagem do neg\u00f3cio, do servi\u00e7o e de aplicativos em quatro projetos, mas foram dispensados porque n\u00e3o eram uma aceleradora de startups \u2013, os \u201ckyvers\u201d foram atr\u00e1s de compor com um grande centro de inova\u00e7\u00e3o no Vale do Sil\u00edcio.<\/p>\n<p>O objetivo era ter um formato para cocriar com empresas programas que acelerassem a inova\u00e7\u00e3o junto com startups. Acharam a GSV Labs, cujo plano de entrar no Brasil estava previsto s\u00f3 para 2020. \u201cN\u00f3s antecipamos a chegada deles aqui para o come\u00e7o de 2016. E nessa parceria, 80% da metodologia \u00e9 da Kyvo\u201d, diz, com orgulho, Hilton. \u201cN\u00e3o viramos uma aceleradora de VC porque n\u00e3o sei fazer isso para fundos de investimento. Sei criar neg\u00f3cios para empresas.\u201d<\/p>\n<p>Segundo os s\u00f3cios da Kyvo, por terem no DNA o\u00a0<em>service design<\/em>\u00a0e levarem para as corpora\u00e7\u00f5es esse m\u00e9todo, os programas deles chegam a 80% de taxa de sucesso. No ano passado, eles tocaram dois grandes: o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.visa.com.br\/mais-visa\/inovacao\/programa-de-aceleracao-visa1.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa de Acelera\u00e7\u00e3o Visa<\/a>\u00a0e o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.edpstarter.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EDP Starter<\/a>.\u00a0O CEO conta como esse processo funciona:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma acelera\u00e7\u00e3o com mentoria. A gente projeta o servi\u00e7o junto com a startup. Fazemos tudo que faz\u00edamos com os outros neg\u00f3cios grandes\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Em 2018, a Visa j\u00e1 reiniciou o programa com a Kyvo e aumentou o n\u00famero de startups participantes, enquanto o Sebrae Minas fechou o desenvolvimento de um programa na vertical de siderurgia e minera\u00e7\u00e3o. A concorr\u00eancia para o EDP Starter e mais tr\u00eas propostas tamb\u00e9m est\u00e3o em negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>DO OUTRO LADO DO ATL\u00c2NTICO<\/strong><\/p>\n<p>Os fundadores da Kyvo conheceram-se em um trabalho anterior e quando decidiram montar a pr\u00f3pria empresa j\u00e1 tinham a ambi\u00e7\u00e3o de expandir para fora do Brasil. Afinal, se os clientes que atendem s\u00e3o globais, n\u00e3o faria sentido se eles atuassem s\u00f3 localmente.<\/p>\n<p>Em novembro de 2017, em Portugal, durante o Web Summit, confer\u00eancia anual de tecnologia, Hilton encontrou um amigo, o ent\u00e3o executivo da Microsoft e luso-brasileiro Mauro Bastos. Mauro cogitava sair do emprego e montar um neg\u00f3cio, pois havia identificado um forte movimento de transforma\u00e7\u00e3o digital na Europa. Hilton exp\u00f4s o pensamento da Kyvo sobre o assunto. Disse que j\u00e1 faziam isso no Brasil, usando o nome de design de servi\u00e7o: \u201cTransforma\u00e7\u00e3o digital n\u00e3o\u00a0\u00e9 tecnologia. \u00c9 transforma\u00e7\u00e3o de cultura organizacional com apoio de tecnologia\u201d.<\/p>\n<p>O di\u00e1logo alongou-se at\u00e9 Mauro virar o Head de Digital Transformation da Kyvo e s\u00f3cio do escrit\u00f3rio em Lisboa, que tem o objetivo de ganhar a Europa. Ele afirma que as empresas de l\u00e1 t\u00eam mais maturidade no que tange \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o digital do que as daqui, mas nem por isso se intimidam. Como o m\u00e9todo da Kyvo \u00e9 muito impregnado de antropologia (eles detalham: consiste em ir at\u00e9 o outro e procurar entend\u00ea-lo pelo olhar dele e n\u00e3o pelo seu olhar estrangeiro), \u00e9 natural os \u201ckyvers\u201d mergulharem em uma companhia estrangeira. \u201cN\u00e3o \u00e9 um problema uma unidade de pesquisa brasileira ir para Europa, Israel ou China. Desde que a l\u00edngua n\u00e3o seja um impeditivo para a comunica\u00e7\u00e3o, s\u00f3 h\u00e1 potencialidades\u201d, diz Vitor.<\/p>\n<p>Dessa uni\u00e3o Brasil-Portugal j\u00e1 surgiram parcerias de projetos pautados em mudan\u00e7as de comportamento, modelo de trabalho e cultura com a Microsoft e a Amazon. Esses players n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de criar um grande projeto de servi\u00e7o de ponta a ponta como a Kyvo, mas possuem o bra\u00e7o dos canais e o dos clientes, ent\u00e3o, embarcam com a tecnologia para realiza\u00e7\u00e3o. \u201cA transforma\u00e7\u00e3o digital veio como pensamento voltado para a Europa, mas n\u00e3o \u00e9 exclusivo. Ent\u00e3o, j\u00e1 se torna uma oferta de servi\u00e7o para o Brasil\u201d, conta Israel.<\/p>\n<p>Sobre os planos futuros da Kyvo, Hilton \u00e9 direto: \u201cNosso plano de futuro \u00e9 2018. N\u00e3o consigo pensar adiante. Como nossa premissa \u00e9 analisar e detectar o que o mercado pretende, a gente muda muito r\u00e1pido\u201d. Ainda h\u00e1 sete meses pela frente para grandes mudan\u00e7as!<\/p>\n<div class=\"draft-card\">\n<div class=\"head-card\">Reportagem publicada pelo <em><strong><a href=\"https:\/\/projetodraft.com\/a-kyvo-nasceu-como-consultoria-de-inovacao-virou-e-mexeu-ate-se-tornar-aceleradora-e-chegar-a-europa\/\">Projeto Draft<\/a><\/strong><\/em>.<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nome\u00a0Kyvo\u00a0(adapta\u00e7\u00e3o do tupi-guarani\u00a0kyw\u00f5, que significa \u201cdo lado de c\u00e1\u201d) foi escolhido para representar a multiculturalidade e a pegada multidisciplinar que os fundadores queriam dar \u00e0 consultoria de inova\u00e7\u00e3o focada em design de servi\u00e7os fundada em 2015, em Curitiba, com um bra\u00e7o em S\u00e3o Paulo. 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